Por Rafita Escobar
Confesso que fiquei totalmente desorientada quando a professora de Redação Jornalística III, solicitou dos alunos um artigo sobre ilusões perdidas. No começo fiquei sem saber o que escrever ou falar, então, resolvi pesquisar na internet tudo que me referi a dor das ilusões perdidas, que venha a afetar outras pessoas como aconteceu comigo.
Vamos começar o artigo, decifrado primeiro o que é desilusão e o que é ilusão? Desilusão: essa expressão nada mais é que, um fenômeno exclusivo do ser humano, decepção, desesperanças, ou seja, pressupor que nos enganamos com alguém. Já a ilusão é o que a realidade faz com você, é a vontade utópica e exclusivamente imaginária, fruto do desvario enlouquecido do cérebro, sem fundamento no universo, no entorno que nos cria e nos envolve.
Do homem, eu espero a virtude divina ou a horrenda perversidade; da vida, ou a beleza mais arrebatadora ou o mais completo horror; e estava cheio de avidez por tudo isso e de uma saudade profunda, atormentada, por uma realidade mais ampla, por uma experiência não importa de que gênero fosse uma ventura gloriosa ou uma angústia indizível.
Para mim a nossa vida consiste inteiramente em ilusões perdidas, pois, por toda vida, nos desiludimos com as estrelas que criamos, com os sonhos que inventamos, com o Sol que escolhemos para adorar, é, a vida vivida de quem se apaixona por pessoas erradas. Em cada desilusão, nasce a possibilidade de um amor verdadeiro. Mas, o que falar sobre amor verdadeiro, será que ele existe mesmo??? Será que existe mesmo a verdade??? Se muitas vezes percebo que as verdades se perdem em meio a caminhos pedregosos. O que dizer das ilusões, que pos si só não passam de vagas inacabadas, mesmo não tendo se perdido ainda?
A verdade, é que somos filhos de um mundo desiludido, onde para muitos o significado de ilusão nada mais é do que seu amor para com o outro. As crises de identidade, o fato é que ilusões perdidas são tudo aquilo que você não consegue realizar e satisfazer, são desejos repartidos, é o fenômeno que faz que a ficção se torne real e verídico. Viver só na fantasia... é um passo para a loucura.
Como diz Honoré de Balzac, “O ódio, tal como amor, alimenta-se com as menores coisas, tudo lhe cai bem. Assim como a pessoa amada não pode fazer nenhum mal, a pessoa odiada não pode fazer nenhum bem”.
Nós mesmos devemos nos achar especiais, pois quem lhe faz se sentir especial, lhe faz sentir-se amado, e não há sentimento melhor no mundo, do que amar e ser amado. O certo é que as pessoas têm que deixar de se sentir iludido, inseguro, ou inferior, significa que não gosta nem de si mesmo. Se tivermos uma base forte, sobreviveremos. A confiança básica se manterá sólida, nos dará forças e coragem para buscar novas ilusões, fantasias, cada vez mais viáveis e realizáveis. É a aprendizagem pela dor vivenciada, a desilusão experimentada, sofrida, mas que nos fortalece.
Não sei você, mas me sinto como Freud quando diz “o amor tende a funcionar como modelo de busca da felicidade e reconhecera sua natureza ilusória no sentido de consolar e tornar tolerável o mal-estar próprio do desejo humano”. Embora, não deixa de ser notável que tanto perplexos quanto os que perderam suas ilusões confundam as críticas pertinentes com cobranças equivocadas.
Talvez o maior equivoco dos desiludidos consiste na amargura por um desprezo atroz, por um leito abandonado, relegado. “Isso me faz lembrar o que um escritor inteligente e super-dinâmico” escreveu um dia – A grande arte nasce da dor das ilusões perdidas, não da alegria.
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